Banner Principal de AMANDA Mentora de Imagem Apresentando o Método - Posicionamento de Imagem Posicionamento digital

A armadura: Por que você construiu um jeito de se vestir que funciona e mesmo assim não te representa

Amanda Souza Sentada - Representando uma mulher que tem que se vestir para ser levada a sério
Amanda Souza

Chega muita mulher em mim dizendo a mesma frase: eu não tenho estilo, eu nunca soube me vestir. Quase sempre não é verdade. O que ela aprendeu foi a se vestir para ser levada a sério, e isso é outra coisa.

E quase sempre não é verdade.

Quando eu olho o armário dela, eu não encontro bagunça nem falta de gosto. Eu encontro um sistema montado com cuidado, pensado nos detalhes, funcionando muito bem há anos preparando a mulher para se vestir para ser levada a sério. Peças que combinam entre si, cores que nunca brigam, modelagens que nunca chamam atenção.

Ela tem estilo, sim. O que ela tem é uma armadura.

E eu não uso essa palavra para ser dramática, uso porque ela é literal. Ninguém veste armadura só por vaidade, veste porque em algum momento existiu alguém de espada em punho do outro lado.

COMO A ARMADURA SE MONTA

A armadura não nasce pronta, ela é montada peça por peça, e cada peça entra por um motivo bom.

Primeiro vem o blazer, porque ele resolve qualquer situação e ninguém questiona uma mulher de blazer. Depois vem a cor neutra, porque a cor chama atenção e atenção abre espaço para comentário. Depois vem a linha reta, estruturada, que comunica seriedade sem precisar dizer nada. Depois vem o sapato que não faz barulho, o acessório discreto, o cabelo sempre igual.

Cada escolha foi consciente. E o motivo, quando você olha de perto, é quase sempre o mesmo: não ser questionada.

No filme Miss Simpatia existe uma cena que resume isso melhor do que qualquer explicação minha, porque a agente Gracie Hart é competente, é corajosa, é muito boa no que faz, e ainda assim aprendeu a esconder a própria feminilidade para ser respeitada, e o visual dela conta essa história inteira, com roupa larga, postura rígida e uma energia masculina que não é desleixo nem falta de gosto, é estratégia de sobrevivência num ambiente que cobrava exatamente isso dela.

Eu escrevi um texto inteiro sobre essa personagem aqui no blog, e se ela te lembrou alguém vale muito a leitura, porque milhares de mulheres reais fizeram a mesma coisa que a Gracie, só que sem filme e sem trilha sonora, sempre pensando em se vestir para ser levada a sério.


SE VESTIR PARA SER LEVADA A SÉRIO FUNCIONOU, E ESSA É A PARTE CRUEL 

Aqui está o motivo pelo qual quase ninguém abandona a armadura por conta própria.

Ela cumpre o que prometeu.

Você entra na sala e ninguém duvida de você, ninguém comenta a sua roupa, ninguém te trata como se você fosse menos por ser mulher. A missão foi cumprida, e foi cumprida bem.

Se a armadura tivesse dado errado, você teria tirado no primeiro mês. O problema é justamente que ela deu certo, e a gente não costuma questionar aquilo que está funcionando.

SÓ QUE PROTEGER E REPRESENTAR SÃO COISAS DIFERENTES

Uma armadura não foi feita para mostrar quem você é. Ela foi feita para impedir que te machuquem.

São funções diferentes, e elas exigem construções diferentes.

E aí acontece aquilo que eu mais escuto no consultório: a mulher se olha no espelho e não sente nada.

Repare que não é achar-se feia. Isso seria até mais simples de resolver, porque tem caminho técnico para isso. Ela não sente nada. Não tem ninguém ali para sentir. Tem uma função sendo cumprida com competência.

O espelho fica opaco. E ela começa a achar que o problema é ela, que ela não tem jeito, que ela nunca soube se vestir.

VOCÊ NÃO FEZ NADA ERRADO

Preciso ser bem clara nessa parte, porque ela importa mais do que todo o resto.

Você não fez nada errado você foi inteligente em se vestir para ser levada a sério.

Numa época em que leveza custava credibilidade, você fez exatamente o que precisava fazer para ser levada a sério. Leu o ambiente, entendeu a regra do jogo e jogou bem. Isso não é vaidade invertida nem descuido, é competência.

O problema não é que você construiu a armadura. O problema é que ninguém te avisou que ela era para ser temporária.

POR QUE NINGUÉM TIRA NO MEIO DA BATALHA

Se a armadura incomoda, por que a mulher não tira?

Porque ninguém tira armadura no meio de uma batalha. E ela nunca teve certeza de que a batalha dela acabou.

Talvez tenha acabado há anos. Talvez o ambiente tenha mudado, talvez ela tenha construído reputação suficiente para não precisar mais provar nada. Mas essa informação não chega por aviso oficial. Não existe alguém que bata na porta e diga que agora pode.

Então ela continua vestida.

TIRAR NÃO É VIRAR OUTRA PESSOA

Existe um medo legítimo aqui, e ele merece resposta direta: tirar a armadura não significa começar a se vestir de um jeito que não é seu.

Não é virar colorida. Não é virar chamativa. Não é abrir mão da seriedade.

Autenticidade não tem nada a ver com volume. Você pode ser absolutamente autêntica no clássico, no casual, no discreto e no silencioso, porque autenticidade é vestir quem você é, e não vestir o diferente.

O que muda é mais simples e mais difícil ao mesmo tempo: você volta a decidir.

Cada peça deixa de responder a pergunta “isso me protege?” e passa a responder “isso é meu?”.

O CAMINHO TEM DUAS FRENTES

Na prática, sair da armadura exige duas coisas caminhando juntas, e é por isso que dica pronta de internet não resolve.

A primeira é conhecimento. Entender o que tecido, caimento e modelagem fazem no seu corpo. Isso é técnico, é aprendível e é mais rápido do que parece. Quem tem olhar treinado compra bem em qualquer loja, inclusive nas mais acessíveis, porque enxerga a peça pela qual todo mundo passa direto.

A segunda é autoconhecimento. Saber o que você quer comunicar antes de decidir o que vestir. Essa parte é mais lenta e não tem atalho.

Quando falta a segunda, acontece o que eu vejo todos os dias: a mulher acumula peças tecnicamente corretas que não conversam entre si, porque cada uma respondeu a um critério diferente. O armário cresce e ela diminui.

E aqui vale a frase que eu repito para todas as minhas mentoradas: se você não tem clareza do que quer, você vai continuar fazendo o que as outras pessoas querem que você faça.

EXISTE FORÇA NO FEMININO

Termino no ponto que sustenta tudo o que eu falei até aqui.

Nós passamos por uma fase em que a mulher usava terno, roupa extremamente estruturada, tudo masculinizado, e isso cansou a gente. Cansa porque afasta a nossa feminilidade, e feminilidade não é enfeite, é parte de quem nós somos.

Existe uma força muito grande no feminino. Uma força de verdade, não uma versão suavizada de força.

Ser feminina é diferente de ser frágil, e em algum momento um grupo de pessoas convenceu muita gente do contrário. A gente não precisa esconder essa força para ser respeitada. A gente precisa aprender a usar ela com sabedoria.

Você não precisa escolher entre ser competente e ser feminina. Essa escolha nunca existiu de verdade, alguém inventou e a gente comprou sem questionar.

E o dia em que a armadura sai, você descobre que ela não pesava só nos ombros.

Conclusão

Se esse texto te descreveu, o próximo passo não é comprar nada. É olhar o seu armário e separar as peças que você usa por proteção das que você usa por escolha.

Faça isso hoje, sem julgamento, só olhando. Chame nosso contato de suporte aqui ou preencha a ficha de interesse na home

O que sobrar da segunda pilha é por onde a gente começa.

Se você é empreendedora, já fatura 5 dígitos ou mais de 10 mil reais e todos os dias olha para seu armário cheio e não encontra nada pra vestir, constantemente se depara com a dúvida e se pergunta "se está bom"...

Preencha o formulário da mentoria em um dos botões abaixo. É muito simples e rápido, você consegue preencher entre 3 e 6 minutos. Esse é primeiro passo para entender se é o seu momento de participar da mentoria. Agora se você está começando agora e seu desejo de alinhar a imagem é exclusivamente pessoal, venha conhecer o MIP Club.

Depois disso, em até 24h vou te chamar com a resposta.