Imagem Gera Sentimento - Por Amanda Souza
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AS MARCAS DE BOLSA QUE EU NÃO COMPRO (E O QUE EU FAÇO NO LUGAR)
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Meu marido me fez uma pergunta no meio de uma gravação, dessas que a gente responde na hora, sem preparar: qual marca de bolsa você não recomenda de jeito nenhum?

Ele adora uma treta e eu respondi, porque acho que essa conversa precisa ser feita com honestidade.

Antes de qualquer coisa, isto aqui é a minha opinião

Não é regra de mercado, não é verdade absoluta e não é julgamento de quem tem. É a minha opinião, falando por mim: com o conhecimento que eu tenho hoje, essas são as marcas que eu jamais compraria.

Michael Kors. Guess. Love Moschino. Tommy. Marc Jacobs. E, entre as brasileiras, Victor Hugo.

Se você tem uma dessas e ama, ótimo, use com prazer. O ponto aqui não é a peça que já está no seu armário. É a decisão da próxima compra.

Por que essas e não outras

Porque elas ficam num lugar difícil: custam caro o suficiente para pesar no seu orçamento, e não entregam o que uma marca de luxo entrega.

Quando a gente fala de bolsa de marca, a gente está falando de branding, de comunicação e de status social. Esse peso visual, quem carrega de verdade é a marca de luxo. Não tem para onde correr, é assim que funciona.

A marca do meio não te dá o status do luxo, e ainda te cobra por um logo. Você paga pelo nome e não recebe nem a percepção de valor, nem a qualidade proporcional ao preço.

E o que eu recomendo, então?

Aqui vem a parte que ninguém espera: esquece marca.

Se você não tem condição de comprar uma bolsa de luxo agora, e eu também já não tive lá atrás, faça o que eu faria: tenha uma bolsa sem marca nenhuma. Sem logo, sem monograma, sem nada.

Escolha uma bolsa de qualidade, bonita, de bom material, que caiba no seu orçamento. Só isso. Pare de se perguntar “qual marca?” e comece a se perguntar “qual qualidade?”.

E quando você puder, se for isso que você quiser, você compra a sua bolsa de luxo. No seu tempo, com intenção, e não por impulso.

A ficha que caiu para mim há mais de 10 anos

Eu fiz exatamente esse movimento quando entendi uma coisa: eu estava gastando o meu dinheiro comprando várias bolsas de menor valor. Uma aqui, outra ali, e no fim do ano o valor somado dava um susto.

A partir daquele momento eu tomei uma decisão: não compro mais várias. Vou ficar com uma única bolsa, a melhor que eu puder, a mais bonita que eu conseguir.

E o que aconteceu depois foi natural. Fui refinando o gosto, fui adquirindo conhecimento e, com isso, fui ganhando critério para escolher melhor. Porque olhar treinado não vem de comprar muito. Vem de comprar com consciência.

A regra, resumida

Você tem um limite de orçamento? Ótimo, quase todo mundo tem.

Compre o melhor que esse orçamento permite e esqueça a marca.

Uma bolsa de couro sem logo nenhum comunica mais credibilidade do que uma bolsa de marca média, e muito mais do que uma imitação. Sempre.


Esse papo continua no podcast

Esse foi só um trechinho de uma conversa muito maior sobre imagem, consumo consciente e o que a sua bolsa comunica antes de você abrir a boca.

O episódio completo está no Imagem Gera Sentimento, meu podcast, disponível no Spotify e no Apple Podcasts.

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Imagem gera sentimento. E ela começa muito antes da bolsa.

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